segunda-feira, 8 de março de 2010

BOLSA FAMÍLIA: BENEFÍCIO INSTANTÂNEO E FUTURO PERIGOSO




O Brasil tem atualmente 5564 municípios, e egundo o Ministério do Desenvolvimento Social – MDS em 1200 cidades, ou seja, pouco mais de 21% do total, a cobertura do Fome Zero varia de 50% a 96% das famílias.
Somente no mês de março de 2009 foram 11,22 milhões de bolsas pagas a 52,9 milhões de pessoas direta ou indiretamente, a um custo total de R$ 954.013.815,00.
O gráfico acima mostra que parte dos beneficiários não utilizam os recursos do Bolsa Família para comprar alimentos, mas sim, para comprar eletrodomésticos, roupas, outros bens de consumo e serviços.
Segundo os entrevistados, mesmo o dinheiro utilizado para compra de alimentos é mal gasto, pois, se destina a balas, doces, biscoitos ou outros supérfluos.
Agora o governo está preparando mais um gigantesco golpe eleitoreiro, pois pretende elevar o teto de renda máxima das famílias beneficiadas. Com essa medida o governo ampliará gradativamente o atendimento até 12,9 milhões de famílias e poderá chegar a 33% da população do país.

O programa Bolsa Família supostamente se destina a acabar com a fome da população de baixa renda. Se o dinheiro é utilizado na aquisição de bens de consumo e serviços, em detrimento da alimentação, não cumpre seu objetivo social.
Com isso o Bolsa Família foi transformado num programa de fidelização de votos. Os beneficiários na realidade estão vendendo votos à prestação e Lula os compra com dinheiro público ao longo dos 4 ou 8 ou até 12 anos de seu mandato.
O segundo aspecto relevante mostra que parte dos entrevistados gasta recursos do programa Bolsa Família com remédios e material escolar, entre outros itens.
Tal fato evidencia mais ainda a falência do ensino e da saúde públicos. Ambos são obrigações do Estado. Pelo menos assim está escrito na constituição que vige.
Mas esse é o habitual pacto medíocre que povo e governo têm feito há décadas.
O governo cultiva a miséria como se fosse um patrimônio. Gasta boa parte dos recursos destinados à área social em programas de pão e circo que perpetuam a miséria e estimulam a preguiça improdutiva. Dessa forma está garantido que os filhos dos miseráveis serão miseráveis e potenciais candidatos a esses mesmos programas sócio-eleitoreiros. Em troca da política de do pão e circo o povo oferece votos.
Até hoje não foi implantado um verdadeiro programa social que vise transformar miseráveis geradores de demandas que não suprem, em produtores do próprio sustento e de riqueza.
Na prática o resultado dessa pesquisa mostra que a atual política social não ajuda a construir um futuro digno para esses milhões de brasileiros e que seu filhos provavelmente herdarão a insegurança alimentar, transformando-se em novos miseráveis cronicamente dependentes de esmolas.




Como Professor de História, procurei buscar na disciplina a explicação do fracasso dos programas sociais no Brasil.






Para evitar que o comunismo avançasse na Europa, os EUA idealizaram e financiaram o Plano Marshall que representou uma ajuda financeira no valor total de US$ 13 bilhões de dólares para toda Europa livre ou ocupada pelos Aliados.
Desse total, a Alemanha recebeu US$ 1,39 bilhões, além de US$ 1,17 bilhão em donativos e um empréstimo de US$ 217 milhões.
Com esses recursos e uma população da ordem de grandeza dos nossos beneficiados pelo Bolsa Família, a Alemanha em poucos anos se reergueu e hoje é um potência.
Note-se que o Bolsa Família custa ao país mais do que um Plano Marshall por ano.
Os resultados estão longe de transformar o Brasil numa potência. Pelo contrário, o Bolsa Família juntamente com políticas públicas medíocres estão nos conduzindo ao extremo oposto. Somos cada vez mais um país de uma grande massa populacional vivendo em condições precárias com famílias cujo único legado para as próximas gerações é um grande vazio de esperança.
O Bolsa Família sem uma política de ensino decente é apenas uma escravização de famílias que estão sendo transformadas em “seres” fieis às mãos que os alimentam.
Se o Bolsa Família hoje atende 52,9 milhões de brasileiros, é certo que esses beneficiados apóiem incondicionalmente Lula e toda política medíocre que tem imposto ao país.
Essas famílias que hoje recebem o Bolsa Família e em troca engrossam as estatísticas de popularidade do presidente, não têm capacidade de perceber todo pacote que estão recebendo junto com o auxílio manutenção da miséria e quanto estão comprometendo o futuro de seus descendentes.
O Bolsa Família deveria ser um programa complementar a uma série de políticas públicas com o objetivo de transformar miseráveis cronicamente dependentes de ajuda assistencial em produtores do próprio sustento e riqueza.
Mas não existe uma política de ensino consistente e honesta que permita transformar filhos de miseráveis em cidadãos preparados para alavancar o desenvolvimento do país.
Na realidade o Bolsa Família está inserido num projeto de poder que visa apenas perpetuar a esquerda no governo e aos poucos implantar no país um regime comunista nos moldes de Cuba. Esse é na realidade o único projeto real que Lula e seu grupo têm para o país. Esse projeto tem várias vertentes que se tornam cada mais evidentes. O golpe está sendo preparado sob nossos olhos e a sociedade civil parece não perceber o rumo que o país está tomando.
Os indícios mais visíveis desse projeto estão nos jornais, mas têm sido interpretados como fatos isolados e de menor importância. Por trás desse aparente caos que mistura corrupção, incompetência, negligência ou mesmo ações equivocadas há muito mais do que simples coincidências.O governo partiu para a corrupção social explícita e ninguém se manifesta, e o Bolsa Família transformou-se numa escandalosa compra de votos a prestação.

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