SALÁRIO DE FOME

Assim como a maioria das palavras do nosso vocabulário, a palavra SALÁRIO, é derivada do latim salarium argentum, que significa “pagamento em sal”. Isso porque no Império Romano, os soldados eram pagos com SAL. Naquela época, o sal era uma iguaria muito cara, e que podia ser trocada por alimento, vestimentas, armas, etc. Fico imaginando quem morava no Deserto de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo, que fica no Norte da Bolívia…

O tempo passou, e o sal que antes tinha um grande valor, hoje não tem mais, e o nosso salário conseguido  com muito labor, parou no tempo,  igualou-se e atrelou-se a este valor irrisório que é pago ao  trabalhador.  Nosso salário mínimo, continua sendo um dos menores do mundo. Vale ressaltar que ele teve um considerável aumento durante os oito anos do governo Lula, mas ainda assim, está muitíssimo aquém das reais necessidades do trabalhador. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o respeitável Dieese, aponta que o salário mínimo, hoje, deveria ser de R$ 2.194,00 para custear uma família de quatro pessoas com suas necessidades básicas que são moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. Ou seja, os  R$ 622,73 anunciados com estardalhaço pelo governo, não representam nem 25% disso.O que devemos lamentar é que, num governo petista, o mesmo grupo que ironizou o aumento do mínimo em 2000, agora acredita que a majoração em percentuais acima de 6,86% é impossível. Tudo isso em nome da tal governabilidade, esse monstro que unifica ideologias e rasga bandeiras de luta.

É  Dilma, a máscara caiu. Mais neoliberal impossível.




















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