Educadores reprovam a proibição da ‘pulseira do sexo’ nas escolas


Apesar de acreditarem que o uso das chamadas “pulseiras do sexo” por estudantes deva ser evitado, diretores de escolas criticam leis que proíbem a utilização no espaço escolar ou fora dele. Os educadores dizem que vetos desse tipo impostos a crianças e adolescentes surtem o efeito contrário. Muitos estudantes podem acabar querendo usar o adereço apenas para se posicionarem contra a regra.
As pulseiras viraram alvo de atenção desde que passaram a integrar uma brincadeira sexual entre adolescentes. No jogo, criado no Reino Unido, o menino que arrancar da menina uma pulseira de determinada cor ganha dela uma carícia, sexual ou não, correspondente.Para a psicóloga e sexóloga da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Maria Claudia Lordello, a proibição é ineficaz para evitar que os jovens usem as pulseiras como jogo sexual e que estupradores ajam. A melhor forma de diminuir o risco de abusos é a conversa. “Os pais e as escolas precisam incentivar o aprendizado ativo. Têm que deixar as crianças e adolescentes falarem, perguntarem”, disse Maria Claudia.
Nesse sentido, a psicóloga avalia que a discussão sobre o uso das pulseiras coloridas é positivo. “Pelo menos, suscita o debate sobre a necessidade da orientação sexual, que é uma grande dificuldade da nossa sociedade”, afirmou.
Aqui em Pedreiras a moda já chegou e cada vez mais observo jovens com as tais pulseiras, diante disto o papel dos pais e educadores é fundamental para a conscientização.

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