A DROGA EM PEDREIRAS É O CONSUMO DE DROGA

O nariz que alimenta as mortes ligadas ao tráfico, a exploração sexual infantil, a corrupção na polícia, entre outras mazelas diárias, não está somente nos bairros pobres de nossa outrora pacata cidade, mas sim nas mansões impenetráveis, nas festas bacanas, nas festinhas às escondidas, nos bastidores da política e por aí vai.
São os narizes de ouro.
O nariz do pobre não cheira a mesma cocaína que o nariz de ouro cheira, mas traga a bomba do crack, a droga que está destruindo nossa juventude. Razão maior da violência urbana, ao lado da pobreza, que droga a mente de quem não tem o que comer. Cidade desigual, povo violento.
Mas o que o nariz de ouro não admite é a responsabilidade pelos cadáveres que seu vício produz no país, de ponta a ponta.
Mas quem se importa mesmo com quem morre na guerra do tráfico, que são “quase brancos pobres, como pretos... pretos, pobres e mulatos, e quase brancos quase pretos de tão pobres”, como diz a música de Caetano Veloso e Gilberto Gil?
O tráfico de drogas não aumenta sozinho, aumenta porque há cada vez mais consumidores. Mas o usuário de qualquer idade financia sua “viagem” egocêntrica às custas de vidas de jovens pobres das periferias urbanas.
Até quando?

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