Antes de iniciar-mos a postagem sobre a conquista suada dos trabalhadores públicos municipais de Pedreiras, vamos fazer um breve retrospecto do que já foi categoria num passado não tão distante. Nos reportamos aos anos 30, ressalte-se que, naquele tempo, nossa República ainda era infante, e o serviço público não era nem sombra do que é hoje , os funcionários públicos já eram valorizados e reconhecidos. Vargas, além de renomado estadista, era também visionário: sabia que a construção de uma grande Nação dependia da existência de um grande serviço público!
Tempos grandiosos aqueles, em que o funcionário público era respeitado e valorizado. Tempos difíceis estes, em que o funcionário público tem motivos de sobra para queixas. Nos últimos anos, os funcionários públicos vêm perdendo direitos historicamente conquistados, direitos que passaram, de uma hora para outra, a ser considerados “privilégios injustificados”. Os servidores foram vítimas de uma campanha midiática tão forte, e sórdida, que se viram transformados em vilões da Nação, em parasitas do Estado, em sanguessugas do Erário!
Que disparate! Os direitos dos funcionários públicos não são privilégios! São uma simples compensação por uma vida de sacrifício e dedicação, por uma vida de abnegado serviço em prol de todos que se utilizam de seus serviços, em troca de um salário sempre módico, incapaz de assegurar um patrimônio mínimo o suficiente para garantir uma velhice confortável.
À perda de direitos históricos somam-se os baixos salários pagos pelo Poder Público, sempre generoso com as cobranças, porém mesquinho com a remuneração. Mas como já dizia o bordão do PSTU, "só a luta muda a vida", eis que surgem agentes transformadores e de luta, que sabem como ter seus direitos preservados e adquiridos, falamos do companheiro e funcionário público municipal Valmir Carlos de Alencar, o popular “KJÁ”. Cansado de ver o salário sempre apertado, e carente de complementos, sempre obrigatórios e cansativos, resolveu arregassar as mangas. Iniciou-se então, uma luta que perambulou por diversas secretarias, com aquela dificuldade de sempre, e os famosos chás de cadeira. Foram formadas comissões, reuniões com sindicatos e após exaustivas investidas pacíficas que beiravam a humilhação, a justiça deu o ar da graça, claro, que com aquela morosidade tradicional. Depois de dois anos de negociação interna: fala com um, fala com outro, reunião com fulano, reunião com cicrano e nada resolvido! Resolveu-se dar entrada no Ministério Público. Após a motivação judiciária, a causa que era menospresada, ganhou representatividade e apoio institucional. A luta foi em prol de todos, motoristas, tratoristas, agentes administrativos e apoio administrativo, esses dois últimos se tornando um só, pois não se diferenciam as funções. Os salários estavam defasados e após várias reuniões com as classes, o Ministério Público Gerido pela sempre sensível Promotora Sandra e as partes municipais, chegou-se a um consenso, foram acrescidos 15% em cima do salário atual das classes acima citadas, nada para soltar foguetes ou fazer festa, o aumento apesar de irrisório, deve ser comemorado, não pelos poucos reais adicionados, mas pela luta e dedicação de homens e mulheres que fazem valer seus direitos. Assim como vários planos que levaram o nome de seus idealizadores como o plano Bresser e o plano Collor, batizamos de plano KJÁ, esta vitória conquistada em nome de todos os trabalhadores públicos municipais de Pedreiras, que são o motor da máquina administrativa, mas que não são valorizados como deveriam. Parabéns, Trabalhadores, Parabéns Valmir Carlos de Alencar, ou simplesmente “KJÁ”, prova viva, que devemos sim acreditar, e lutar por nossos direitos!!!
Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!
Rui Barbosa
Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!
Rui Barbosa
3 comentários:
Beleza já é asim q se faz
Dr.Rui Barbosa, advogado e jurista brilhante. Sem dúvida um dos maiores intelectuais da nossa história, grande homem de nossa República.
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