Limitada nos anos da ditadura, o período negro da mordaça neste país, lá pelos anos 60/70, a imprensa nacional voltou à cena com a redemocratização a partir da alta
-idade dos anos 80, e teve importância relevante no processo que culminou com a renúncia do presidente Fernando Collor, em dezembro de 1992. Diga-se de passagem, que a renúncia em si, ocorreu de fato pelas irregularidades cometidas e, mais ainda, face o governo não ter cedido a manobras escusas e interesseiras do sistema. Collor caiu pela inexperiência, pela falta de articulação e tentação singular do poder. Lembrando que uma década depois, foi absolvido pelo STF, apesar das evidencias. A partir deste momento a imprensa começara a ganhar, novamente, espaço e moldar a opinião pública, mas a mídia mantinha como mantém até hoje, uma relação conivente com o poder. A independência que tanto se propaga, essa tal liberdade, essa tal manifestação de pensamento, expressão, é muito relativo. A função ideológica da imprensa é legitimar o poder e produzir o consenso em torno dele. Para isso recorre à manipulação da informação. Criam-se notícias, especula-se através de manchetes, massacra, condena, destrói, arrebenta, derruba, alivia, constrói, liberta, anima, levanta. Normalmente entre o fato apurado e a sua transformação em reportagem, trava-se uma luta de interesses, e o saldo é uma agressão à própria liberdade de informar e ao direito de ser informado, à ética e ao profissionalismo. Quase tudo é jogo de interesses financeiros, econômicos, políticos, sociais e promocionais. Será que a imprensa é o quarto poder, com diz o chavão, ou ela faz parte do próprio poder? Muitos afirmam que a imprensa funciona como poder autônomo, mas o padrão é que ela é parte do sistema de poder, e por isso quase sempre manipulada. Na teoria a imprensa é livre. Já na prática... “No Brasil existe um alto grau de manipulação, exercida por donos de jornais, revistas, emissoras de rádios e televisão. Aqui em Pedreiras, a comunicação é um feudo midiático de caciques políticos que suprimem e deformam informações relevantes, a seu bel prazer. Também existe muita incompetência jornalística, e isso resulta numa aparência de manipulação. Há um fenômeno que é a união das duas coisas. O jornalista manipula porque é um mau jornalista e está mal preparado, e o profissional amador e aquele que critica tudo e todos, sempre por conveniência, mas, não passa de um boneco digitador e/ou falador. Infelizmente, a maioria é obrigada a se curvar aos seus próprios interesses ou interesses empresariais, tornando-se vitima e conivente com a manipulação. Tudo isso é reflexo do sistema capitalista desordenado, porém, o profissional precisa sobreviver e, talvez não seja ele exatamente o responsável pelo que escreve ou julga. Quando o Estado era mais voltado aos interesses populares, a imprensa era mais critica, independente, justamente porque estava mais alinhada com o poder que não estava no topo. Hoje a imprensa cresceu como formadora de opinião, porém, enfraqueceu pelo desemprego e pela multiplicação das faculdades de jornalismo e comunicação, a cada esquina nasce uma, sem falar na queda significante da qualidade. As empresas também se enfraqueceram financeiramente por razões diversas. Hoje o panorama é bastante critico, muitos são forçados a viverem de informes publicitários e repetecos de órgãos públicos, institucionais e até mesmo de pessoas físicas, capitalizados pelo poder econômico e político, são injetados verbas, introduzidas mídias, comerciais e a promoção dos seus ‘patrões’. É a luta de interesses.
-idade dos anos 80, e teve importância relevante no processo que culminou com a renúncia do presidente Fernando Collor, em dezembro de 1992. Diga-se de passagem, que a renúncia em si, ocorreu de fato pelas irregularidades cometidas e, mais ainda, face o governo não ter cedido a manobras escusas e interesseiras do sistema. Collor caiu pela inexperiência, pela falta de articulação e tentação singular do poder. Lembrando que uma década depois, foi absolvido pelo STF, apesar das evidencias. A partir deste momento a imprensa começara a ganhar, novamente, espaço e moldar a opinião pública, mas a mídia mantinha como mantém até hoje, uma relação conivente com o poder. A independência que tanto se propaga, essa tal liberdade, essa tal manifestação de pensamento, expressão, é muito relativo. A função ideológica da imprensa é legitimar o poder e produzir o consenso em torno dele. Para isso recorre à manipulação da informação. Criam-se notícias, especula-se através de manchetes, massacra, condena, destrói, arrebenta, derruba, alivia, constrói, liberta, anima, levanta. Normalmente entre o fato apurado e a sua transformação em reportagem, trava-se uma luta de interesses, e o saldo é uma agressão à própria liberdade de informar e ao direito de ser informado, à ética e ao profissionalismo. Quase tudo é jogo de interesses financeiros, econômicos, políticos, sociais e promocionais. Será que a imprensa é o quarto poder, com diz o chavão, ou ela faz parte do próprio poder? Muitos afirmam que a imprensa funciona como poder autônomo, mas o padrão é que ela é parte do sistema de poder, e por isso quase sempre manipulada. Na teoria a imprensa é livre. Já na prática... “No Brasil existe um alto grau de manipulação, exercida por donos de jornais, revistas, emissoras de rádios e televisão. Aqui em Pedreiras, a comunicação é um feudo midiático de caciques políticos que suprimem e deformam informações relevantes, a seu bel prazer. Também existe muita incompetência jornalística, e isso resulta numa aparência de manipulação. Há um fenômeno que é a união das duas coisas. O jornalista manipula porque é um mau jornalista e está mal preparado, e o profissional amador e aquele que critica tudo e todos, sempre por conveniência, mas, não passa de um boneco digitador e/ou falador. Infelizmente, a maioria é obrigada a se curvar aos seus próprios interesses ou interesses empresariais, tornando-se vitima e conivente com a manipulação. Tudo isso é reflexo do sistema capitalista desordenado, porém, o profissional precisa sobreviver e, talvez não seja ele exatamente o responsável pelo que escreve ou julga. Quando o Estado era mais voltado aos interesses populares, a imprensa era mais critica, independente, justamente porque estava mais alinhada com o poder que não estava no topo. Hoje a imprensa cresceu como formadora de opinião, porém, enfraqueceu pelo desemprego e pela multiplicação das faculdades de jornalismo e comunicação, a cada esquina nasce uma, sem falar na queda significante da qualidade. As empresas também se enfraqueceram financeiramente por razões diversas. Hoje o panorama é bastante critico, muitos são forçados a viverem de informes publicitários e repetecos de órgãos públicos, institucionais e até mesmo de pessoas físicas, capitalizados pelo poder econômico e político, são injetados verbas, introduzidas mídias, comerciais e a promoção dos seus ‘patrões’. É a luta de interesses.
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