A literatura é uma arte solitária e coletiva. No fazer literário, na hora da criação, o escritor se isola, se enclausura, se tranca em seu mundo e
cria, inventa, recria, fantasia. Nessa hora a solidão se casa com ele. Na editoração, publicação, distribuição, divulgação e venda é o coletivo que impera. Quando a obra chega às mãos do leitor, volta ao estágio do indivíduo. Leitura se faz no aconchego, na proteção da solidão. Seja no sofá da sala, num banco de jardim, no sacolejo do ônibus,no quintal de casa, na beira de um rio, no vai e vem de um barco, a atenção isola o leitor do mundo ao redor.. E aí o ciclo se fecha, da criação à leitura. Mas, paradoxalmente, se abre um novo contato do leitor com o mundo, pois, através da “viagem” que o livro lhe proporciona ele, leitor, pode manter contato com outros mundos, outros pontos de vista e experiências, sem precisar sair do lugar. O fascínio da leitura está justamente aí, no proporcionar e possibilitar que culturas diversas circulem mundo a fora. Em cada página, em cada prefácio, em cada capítulo há infinitas possibilidades de mundos e de vidas. No meio do caminho está o escritor, tido como a antena do mundo, que capta a essência do viver, transforma realidade em ficção, traduz para sua língua, filtra pelo seu modo de ver e passa adiante. Esse aventurar-se em letras, pontos, vírgulas, interrogações, exclamações, reticências, acentos, palavras, sentidos, metáforas, conotações e denotações que faz a magia da literatura permite perpetuar pensamentos, fantasias, sonhos e realidades. A missão do escritor, mais que simplesmente relatar seu tempo ou fantasiar sobre ele, é, primordialmente, eternizar a paisagem, o olhar, o sentir. Ele, escritor, tem, portanto, uma responsabilidade além de compor e decompor realidades em forma de palavras. Nas mãos dele está a missão de proporcionar o sonho a muitos, de levar sua mensagem a lugares inimagináveis e de manter viva a chama da fantasia por toda a eternidade.
cria, inventa, recria, fantasia. Nessa hora a solidão se casa com ele. Na editoração, publicação, distribuição, divulgação e venda é o coletivo que impera. Quando a obra chega às mãos do leitor, volta ao estágio do indivíduo. Leitura se faz no aconchego, na proteção da solidão. Seja no sofá da sala, num banco de jardim, no sacolejo do ônibus,no quintal de casa, na beira de um rio, no vai e vem de um barco, a atenção isola o leitor do mundo ao redor.. E aí o ciclo se fecha, da criação à leitura. Mas, paradoxalmente, se abre um novo contato do leitor com o mundo, pois, através da “viagem” que o livro lhe proporciona ele, leitor, pode manter contato com outros mundos, outros pontos de vista e experiências, sem precisar sair do lugar. O fascínio da leitura está justamente aí, no proporcionar e possibilitar que culturas diversas circulem mundo a fora. Em cada página, em cada prefácio, em cada capítulo há infinitas possibilidades de mundos e de vidas. No meio do caminho está o escritor, tido como a antena do mundo, que capta a essência do viver, transforma realidade em ficção, traduz para sua língua, filtra pelo seu modo de ver e passa adiante. Esse aventurar-se em letras, pontos, vírgulas, interrogações, exclamações, reticências, acentos, palavras, sentidos, metáforas, conotações e denotações que faz a magia da literatura permite perpetuar pensamentos, fantasias, sonhos e realidades. A missão do escritor, mais que simplesmente relatar seu tempo ou fantasiar sobre ele, é, primordialmente, eternizar a paisagem, o olhar, o sentir. Ele, escritor, tem, portanto, uma responsabilidade além de compor e decompor realidades em forma de palavras. Nas mãos dele está a missão de proporcionar o sonho a muitos, de levar sua mensagem a lugares inimagináveis e de manter viva a chama da fantasia por toda a eternidade.
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